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grupo de acçom e reflexom ghedelluda

23 Outubro, Stop Trans-patoloxización, Compostela

19 10 2010

Manifesto da Rede Galega pela Despatologizazóm das Identidades Trans 23 de Outubro de 2010 Continuamos a resistir!

(Fonte: maribolheras.com)

Desde Galiza, na terra, a Rede Galega pela Despatologizazóm das Identidades Trans quer manifestar a repulsa à patologizazóm das Pessoas Transsexuais ao tempo que esige à Organizazóm Mundial da Saude que escuite as demandas e chamarizes que se fam esta data de 23 de Outubro a nível internacional.
A Rede Galega pela Despatologizazóm das Identidades Trans urge ao Governo Galego que assuma as competéncias em matéria de saude e dê cumprida resposta as necessidades da populazóm trans galega. Na Galiza, nesta Nazóm sem Estado, recebemos a Lei de Identidade de Género do Estado espanhol e Nós mostramos a nossa rejeição a dita lei, dado que promulga umha patologizazóm da transexualidade e nom resolve as questiòns da cotianidade das pessoas trans. A realidade galega das pessoas lgbtq é caricaturizada por agentes colonizadores e alheios que dim serem os representantes nossos. Reclamamos o devir da nossa história de luita, de conquistas atingidas desde nós para nós mesmas/os.
A Rede Galega pela Despatoloxizazóm das Identidades Trans achega argumentos para defendermos a nossa liberdade, procuramos alternativas, construímos pontes para dialogarmos. No entanto, a terrível maquinaria médica e política contínua, a estigmatizazóm das pessoas trans contínua. Como se considerar a nossa identidade de género como patológca serve-se de ajuda, como se realmente importa-se a nossa saúde mental.

O transtorno de identidade de Género nom existe. O que sim existe é a transfobia.

A Rede Galega pela Despatologizazóm das Identidades Trans engloba as luitas antes parciais e parcializadas, das pessoas lesbianas, gais, bisexuais e as Trans. As Trans que desexam modificar o seu corpo e também as que modificam o seu género de modo autónomo, a todas as que se rebelam contra as dictaduras do sexos hexemónicos, das ortodoxias e parâmetros culturais patriarcais para ser quem cada quem decida ser e existir.

O Transfeminismo está nesta época debrocando um senfim de iniciativas a nível internacional capazes de derrubar a estigmatizazóm. Umha comissóm de peritos em psiquiatria está a definir quem e que somos, se doentes mais ou menos graves.

Estúdan-nos, tócan-nos, explícan-nos o que nos acontece, fã-nos miheiros de provas para procurarem a causa do nosso mal terrível, analízan-nos, báten-nos, viólan-nos. Tratam-nos como meninas/os e crianças e matam-nos como cães. Pelo dia ódian-nos e à noite cómpran-nos.
Instamos ao Governo Galego e estatal que implementem políticas activas de que evitem a lesbigaibitransfobia.
Mas, com tudo nom podem com nós, continuamos aqui, a rompermos o siléncio e a resistirmos a violéncia, a dos golpes e a das palavras, com rábia mas com pedagogia, a tecermos umha rede que nos mantenha em pe. Continuamos aqui!

O discurso da patologizazóm derrubou-se, derrubámos o em base a denunciarmos estas terapias ano após ano. Jà nom há escusas válidas. Há ideias que jà nom podem ser defendidas.

Activistas trans de todo mundo, de diferentes continentes e cidades, voltamos sair à rua para demandarmos a despatologizacióm trans, baixo a legenda “As identidades trans nom som umha doença”. Denunciamos que ainda hoje, em pleno século XXI, as identidades trans, transsexuais, transgénero, travestis, continuen presentes como <incongruéncia de género> ou <transtorno de travestismo> no recém publicado esboço do DSM-5. Exiximos a descatalogazóm dos transtornos de identidade de género dos catálogos internacionais de doenças (DSM e CIE) e luitamos pelo direito a decidirmos com autonomia sobre os nossos próprios corpos.
Lembramos que a despatologizazóm nom pode implicar em caso algúm que as pessoas trans perdam seus direitos à saúde. Exiximos umha atenzóm à saúde trans específica publicamente coberta.
O direito à identidade de género e à cobertura da saúde pública para as pessoas trans som direitos humanos fundamentais e nom deveriam ser excluíntes. Reivindicamos o direito a um reconhecimento legal do nome e género escolhido sem necessidade dum diagnóstico e/ou tratamento médico, hormonal ou cirúrxico. Ninguém pode decidir sobre a identidade de género de outra pessoa.
As nossas demandas som claras:
1.    A retirada do TIX dos manuais internacionais de diagnose (nas suas próximas versóms DSM-V e CIE-11)

2.    A abolizóm do tratamento de normalizazóm binaria a pessoas intersex.
3.    O livre acesso aos tratamentos hormonais e às cirurxias (sem tutela psiquiátrica).
4.    A cobertura da saúde pública do processo de reasignazóm de género.
5.    A luita contra a transfobia: o trabalho para a formazóm educativa e a inserzóm social e laboral das pessoas trans, asi como a visibilizazóm e denúncia de todo o tipo de transfobia institucional ou social.
A nível estatal, exiximos ao governo que assuma as nossas demandas, que conte com a participazóm dos diferentes colectivos e activistas trans tendo em conta a sua pluralidade e que deixe de realizar estranas manobras cosméticas para salvar a sua imagem. O passado mês de Junho a ministra de Igualdade disse publicamente que não se pode tolerar que se continue a considerar as pessoas trans como pessoas doentes. Paradoxalmente, o governo não deu passo algum para modificar a actual Lei 3/2007, conhecida como Lei de identidade de género, que contínua a patoloxizar-nos.

Ademais, demandamos a retirada da menzóm de sexo nos documentos oficiais públicos. É um dado obsoleto, e a sua presença não se justifica de maneira nenhuma num documento de identidade, ademais de ser um obstáculo na vida quotidiana de muitas pessoas trans.
Por último pedimos ao governo que abandone o papel colonizador com que tutela as políticas LGBT na América do Norte Latina. Dos países ocidentais, continuan a ser exportados os discursos médicos violentos e patoloxizantes, aumentando o risco de violéncia transfóbica e pondo em perigo identidades e expresóms de género diversas em diferentes partes do mundo.
Os nossos nomes, os nossos corpos, as nossas vidas som só nossos.

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