SÁBADO, 9/8/08 a partir das 12:00h Obradoiro de autodefensa para mulleres e lesbianas
6 08 2008Benqueridas amigas,
o proximo sabado 9/8/08 a partir das 12:00h teremos no L.S.O. Casa das Atochas (Atocha Alta, 14, Queerunha) un Obradoiro de Autodefensa feminista para mulleres e lesbianas.
12:00h comeza o obradoiro
14:00h xantar lixeiro
16:00h - 19:30h continua o obradoiro
22:00h ceador vegano
23:00h proxección do filme:
NOVEMBER
(Alemaña, 2004)
Dirección, guión e produción: Hito Steyerl. Fotografía: Stefan Landorf. Duración: 32 minutos.
Elexía a unha amiga, Andrea Wolf, coa que a videoartista Hito Steyerl (Múnic, 1966) fixera unha película de artes marciais aos 17 anos. Mesturando estas imaxes coas de títulos de Russ Meyer, René Viennet e o actor Bruce Lee, imos descubrindo outros aspectos da vida de Andrea. Acusada de pertencer á Fracción Roxa, alistouse na milicia kurda e foi asasinada en 1998 como presunta terrorista. Que pasara nese tempo? Segundo Steyerl un proxecto sobre a era de Novembro, “cando a revolución está acabada e só os seus xestos seguen circulando”.
23:30h-1:30h festa con DJanes convidadas e DJanes Nomepisesofreghao, Gogós, etc.
ANTE A VIOLENCIA MACHISTA
AUTODEFENSA FEMINISTA
Se vindes de fora da cidade falade con nos e arranxamos a durmida: tlf. 981220070/671309080/637986303
Obrigadas a todas e sobremaneira a Mulheres Trangredindo sen as cales este obradoiro non sería posible.
“A autodefensa feminista va máis alo de aprender técnicas de defensa persoal. Xa temos visto que non só sufrimos a violencia física e sexual, tamén sicolóxica e emocional de maneira cotiá. A obediencia e sumisión na que educan as mulleres ten uns efectos devastadores na autoestima, que fai que nos culpabilicemos do malestar e frustación que sentimos nas nosas vidas. Tanto se asumimos estes roles como se tentamos sair deles, sentimonos culpables: ahí está a trampa. Este sentimiento provoca actitudes de pasividade-victimismo e bloquea a nosa raiva, necesaria para o cambio. Ante esta obediencia que anula a nosa, que aillanos e impide defendernos, a autodefensa sirvenos de ferramenta para avanzar, axudanos a concienciarnos sobre os roles que o sistema asignounos e ensinanos a recoñecer as múltiples maneiras nas que somos agredidas na cotidianeidade”. Colectivo de Mujeres Autónomas (Madrid), “Por qué es necesaria la autodefensa”, http://lahaine.org
Nomepisesofreghao/Moreia de parafeministas desgêneradas
No commentsTamén na Coruña concentración contra a transfobia e polo esclarecimento da morte da activista transsexual
28 07 2008Com mais raiva que nunca, este luns 28 de julho
concentraçom/encartelada em Corunha
21′00 horas no Obelisco
Também haverá concentraçom em Compostela
20′00 horas na Praça do Toural
A passada sexta-feira 11 de julho, Rosa pazos, activista transsexual de 47 anos, foi encontrada morta no seu domicílio de Sevilha. Trás submeter o corpo à correspondente autópsia, o Instituto Anatómico Forense, emitiu um informe no qual se espressava que Rosa fora vítima de apunhalamento, os grupos e colectivos asinantes deste manifesto exigimos com carácter de urgência:
1) O esclarecimento dos factos que arrodeam a morte de Rosa pazos coa maior brevidade, co fim de evitar difamaçons sobre as causas associadas à sua morte assi como acrescentar a dor que ja de por si supóm para familiares, amigas/os e companheiras/os de Rosa.
2) A implicaçom do Fiscal Geral do Estado, sr. Cándido Conde Pumpido co fim de exigir e agilizar os esclarecimento dos citados factos.
3) O tratamento do processo baixo as condiçons de máximo respeito à dignidade da falecida e de quem a rodeia, tanto por parte das instáncias policiais e judiciais involucradas no processo como polos meios de comunicaçom, cujo labor informativo sobre o caso de Rosa até o momento resultou extremdamente ofensivo e transfóbico, tal e como se vem denunciando desde o conhecimento da notícia. O respeito à identidade de Rosa e à intimidade da sua pessoa descarta o sensacionalismo dos meios de comunicaçom e o talante discriminatório com o que até a data se tem abordado a notícia.
Ao mesmo tempo denunciamos a enorme transfobia que rodeou a vida de Rosa, assi como o facto de que se lhe negara o seu direito à mudança de documentaçom e acceso à cirugia devido a que o sistema de saúde entende que umha pessoa com um diagnóstico de esquizofrénia ou qualquer outra ‘enfermidade mental’ nom pode decidir sobre o seu próprio corpo ou a sua identidade de gênero. Essa era a denúncia de Rosa e sem dúvida também a nossa.
As transfobias cotiás que se encontram nas ruas, nas leis, nos meios de comunicaçom, etc, som as que impedem a muitas pessoas acceder aos direitos básicos como o acceso ao mundo laboral, o respeito à própria identidade e o direito à autodeterminaçom do próprio corpo longe da tutela psiquiátrica.
Exigimos que a Administraçom pública asuma a sua responsabilidade e trabalhe para a integraçom laboral e social das pessoas trans. Exigimos um trabalho sério, à altura da gravidade e a importância da situaçom: nom queremos mais parches, cremos firmemente que a maneira de acavar com este tipo de situaçons é trabalhar directamente desde a raiz do problema e fazé-lo sem excussas. Nom é umha proposta séria e conseqüente aquela que aprova umha ‘lei de identidade de gênero’ para evitar a discriminaçom e ao mesmo tempo trata de enfermas a quem manifestam umha identidade de gênero diferente à maioritária. Diferente, nom por isto patológica. Reivindicamos que se trabalhe para
deconstruir os estereotipos que associam a identidade trans co estrano, o mostroso e o perverso, por destruir todas esas mensagens que geram ódio e convertem-nos em marginados e marginadas sociais.
Denunciamos mais umha vez a extrema vulnerabilidade do nosso colectivo e a mais qua alarmante freqüência coa que nos atopamos casos de pessoas trans mortas em estranas circunstâncias.
Reivindicamos, mais umha vez, que a luita contra a transfobia é umha luita de todas e todos, é um compromisso de quem queremos construir umha sociedade distinta. Que a única maneira de acavar com estas discriminaçons e violências que se visibilizam nas ruas das nossas cidades, nos despidos, na exclussom, nas agressons verbais e físicas é identificá-las no nosso entorno mais próximo e denunciá-las em todo momento. Porque ainda que desde os movimentos sociais luitemos para acavar coa transfobia, a verdadeira luita está nas nossas ruas, nos nossos bairros, nas nossas escadas, onde cada dia se vive a violência.
Por todo isto, os grupos abaixo asinantes convocamos a todas as pessoas para o próximo luns 28 de julho para acodir às concentraçons que terám lugar nas diversas cidades co fim de exigir umha investigaçom transparente e de rigor e o cesamento da transfobia que veu acompanhando o tratamento do caso da morte de Rosa Pazos.
Lembramos que os grupos de Barcelona, Bilbo, Donostia, Galiza, Madrid e Zaragoza aqui asinantes realizamos ja um labor de observaçom sobre a evoluçom juducual e mediática do caso com o objecto de denunciar qualquer tipo de injerência ou vulneraçom que por acçom ou omissom poda ter lugar durante o processo. Assi mesmo, denunciaremos polos cauces formais pertinentes qualquer tipo de acto que atente contra a dignidade da falecida e em particular aqueles de natureça antidiscriminatória dirigidos contra o respeito à identidade de gênero.
Barcelona-Bilbo-Compostela-Corunha-Donostia-Gastéiz-Lugo-Madrid-Porto-Lisboa-Sevilla-Zaragoza
segunda-feira, 21 de Julho de 2008
Asinam este manifesto:
7menos20, Gastéiz
Acera del Frente, Madrid
ALAS, Lugo
Amasol, Aragón
Asoc. madres y padres de lesbianas, gays, transexuales y bisexuales de Aragón
ATA (Asociación de Transexuales de Andalucía)
ATURUXO (Federaçom de Associaçons LGBT da Galiza)
Centro social Atreu, Galiza
Col·lectiu Gai de Barcelona
Colectivo por las disidencias sexuales y de género
Ehgam, Euskal Herria
Emaize, asesoría sexológica del ayuntamiento de Gasteiz
Énfasis, Gasteiz
Errespetuz-Asociación Vasca de Transexuales (Euskadi)
Stonewall, Aragón
Front dAlliberament Gai de Catalunya
Gaytasuna, Gastéiz
Gaztehgam, Euskal Herria
Grupo de Respuesta Antipatriarcal, Madrid
Guerrilla Travolaka, Barcelona
Lasde18, Aragón
Liberacción, Madrid
Maribolheras Precárias, Corunha
Mass Medeak, Bilbo
Medeak, Donostia
Nomepisesofreghao (feministas desgeneradas), Galiza
Panteras Rosas Galiza
Panteras Rosas, Portugal
Panteras Rosas, Sevilla
Queer Ekintza, Bilbo
RQTR, Madrid
Towanda, Aragón
TransGaliza
Crónica dos amigos e amigas de Rosa Pazos (a las barricadas):
http://www.alasbarricadas.org/noticias/?q=node/8161
Sábdo 28 de Junho na Queerunha Mani-fest-acçom
24 06 2008Un ano mais coas Maribolheras de mani, na Queerunha do 2008, paritremos ás 20:00h do Campo de Marte e tras percorrer varias rúas da cidade, voltaremos ao bairro para celbrar unha festa no Campo da Lenha, haberá actuacións, música e moitas invitadas de todo o pais, non podes faltar!!
No commentsEsta Sábado na Casa das Atochas (LSO). Petra a Poeta.
2 05 2008Nomepisesofreghao convídavos a informar e participar da seguinte actividade:
DATA: Sábado, 3 de maio do 2008
HORA: 21:00h
ENDEREZO: Atocha Alta, 14, Queerunha
Actuación de teatro cómico a cargo de Clara González como PETRA A POETA
1 commentEncontro de colectivos convocado por Lerchas
29 04 2008
Este finde unha representación de 8 colectivos que traballan temas de xénero na Galiza nos dimos cita no aniversario das Lerchas en Ourense. Pola mañán tivemos palestra debate sobre oa afectos, os coidados, a psiquiatralización das nosas vidas e a conflictividade da dualidade dos xéneros.
Tras un mediodía tropical tiradas no campiño fixemos unha presentación dos colectivos e un debate centrado sobre todo na intención de coordenar posibles accións e, ante todo establecer comunicación para estar informadas das actividades que imos facendo en cada lugar.
Os colectivos participantes foron:
Lerchas (Ourense), Mulheres Transgredindo (Compos), Asamblea de Mulheres (Vigo e comarca), Assambleia de Mulheres do Condado (Condado de Salvatierra), Mulleres Nacionalistas Galegas, Corrente Vermella (A Coruña), Maribollheras Precárias (A Coruña) e Nomepisesofreghao.
Celebramos unha festa nun garito, no que recitou poemas Belén de Andrade (tremenda!), coñecimos ás Perrrechudas (compoñentes das Lerchas, que ademais de estupendas cantan ben!!!) e Pía de Tolomei amenizou o fin de festa cun maribingo, do que resultou gañadora a nosa compi rizlinha dun kit de solteira estupendo (xa nos contará a experiencia co patito).
A delegación Maribolhera e Nomepises rematamos con Natalia (unha anfitriona que non ten prezo) nas pozas de auga quentiña de madrugada, foi xenial estar con vos!!!
podedes ver algunhas fotos en http://maribolheras.blog.com/
No commentsEstamos no Laboratorio Social AA14
17 03 2008Nomepisesofreghao participa do laboratorio social AA14, vos convidamos a que estedes ao tanto das actividades que se van programando no novo espazo liberado da cidade, para iso consulta o blog da Cultura Preokupa.
A participación de Nomepisesofreghao está sendo moi activa dentro das actividades do Centro Social e do acondicionamento do espacio, así que as asambleas da Moreia de Parafeministas Desgeneradas, quedan adiadas como tal até o 31 de marzo, de todos xeitos xa sabedes onde atoparnos, aquí, alí…
1 comment“semana de actividades pola cultura livre e os espaços liberados´´
13 03 2008A_CULTURA_PRE_O[K]UPA a partir do 14 de março em adiante…
inauguraçom @Campo da lenha venres 14 19:00 horas
“semana de actividades pola cultura livre e os espaços liberados´´
Monte Alto*Corunha*Galiza
¿QUÉ É A CULTURA?
Se fixéramos caso do modelo que propón a administración local da cidade, teríamos que pensar que a cultura e o regalo benintencionado que recibimos das fundaciós privadas, que a través de imposicións legais invirten unha mínima parte dos seus beneficios na creación de espacios regrados onde, a parte de cobrar e dirixir as suas actividades, proxectan unha falsa imaxe de servicio social mentras fan publicidade da súa marca. Se este é o modelo social e público da cultura, ésta debe ser algo relacionado con ler Caixa Calicia duascentas veces nun pequeno paseo pola cidade, con rexeitar ós artistas descoñecidos que non teñen un lugar nas súas fundacións, e con cambiar o nome do teatro público por excelencia da cidade cara o deste banco.
Se pola contra escoitáramos o que pensan os medios de comunicación, teríamos coma paradigma cultural a fórmula máxica dos programas da televisión nos que a fama chega sen esforzo e sen maduración intelectual; saberíamos entón que só fai falla pasar un determinado número de días controlado por un milleiro de cámaras e arropado por uns cantos expertos para que de repente o alma do xenio en calquer disciplina fora nosa. Por outra parte, o modelo que propón o mercado basease na crecente comodidade cara á que “o progreso” leva as sociedades contemporáneas. Está falsa comodidade provoca a completa desintegración das colectividades humanas a cambio de permitir o consumo deshinibido de obxetos e productos da “industria cultural” convintemente empaquetados, nos que o nivel de identificación é superficial e excesivamente efímero. Como exemplo cabería falar do sucedido nun tempo record cos cines da cidade, que en poucos anos foron desaparecendo un a un ata quedar dous cines de compañías multinacionais onde o nivel tecnolóxico é tan insuperable coma o seu limitado nivel cultural.
Pola nosa parte entendemos a cultura coma un proceso colaborativo no que diferentes instancias das sociedades aportan accións e marcos de evalución públicos, cos ca xente poidamonós identificar e describir os matices da realidade cotián na que vivimos. É dicir, as nosas inquietudes están máis preto da paradoxa da participación que na lóxica do cidadán-consumidor. E así, as actividades destes días de acçom social estarán dirixidas a promover a cultura participativa, a visibilización das propostas marxinadas polas fundacións e o mercado, a verdadeira cultura popular máis alo do populismo, e a creación dunha plataforma onde poidan existir colectividades emerxentes e antagonistas tanto no contexto do barrio coma no presente global.
Como toda iniciativa realmente estimulante esta nom entende de espectadores espectantes. Polo tanto seguimos o chamado masivo para a participaçom da Cultura_pre_o(K)upa.
¿QUÉ É A POLÍTICA?
A deriva imparable cara o bipartidismo que caracteriza ó contexto político actual é unha clara mostra da condición mercantil do sistema democrático occidental e das corporacións políticas supervivintes.
Mentras a través da análise da simplicidade do discurso político contemporáneo descubrimos o baixo nivel intelectual dos chamados representantes do povo, que encaran a complexidade do mundo cunha actitude sempre reduccionista e homoxeneizante, é a través do desdibuxo das diferencias sociais, por un sistema a priori aceptado por todos, coma se produce este contexto de falsa crispación que agocha a verdadeira paz social e política na que o mercado e as corporacións políticas síntense tan a gusto. De non existir está tensión virtual faríase inviable a participación, e polo tanto o consentimento cidadán, nas “eleccións democráticas”, ante o hastío de escoitar sempre as mesmas historias sen argumentos. Pero por outra parte, outro dos efectos desta falsa tensión é a desactivación e a apatía cidadán á hora de reclamar o seu papel no desenrrolo das cidades.
A política é un concepto ontolóxicamente moi lonxano de esta realidade dos partidos políticos e do sistema democrático actual, que fomenta un círculo vicioso de relacións de servidume entre as grandes empresas privadas, os medios de comunicación masivos e as corporacións políticas, cousa que tódolos cidadáns observamos continuamente con só botar unha ollada ós modus operandi destos actores mediáticos.
Os novos espacios sociais plantéxase entón coma alternativa ó sistema político establecido; coma o refuxio aberto ós colectivos antagonistas e ós cidadáns que queren participar na construcción do mundo de forma activa. Trátase por tanto dun proceso de normalización urbana das iniciativas populares inaccesibles para a cidadanía en xeral. Un espacio autoxestionado coma reivindicación dun campo de corpos políticos posibles no contexto da infantilización da política que parecemos abocados a habitar.
Como toda iniciativa realmente estimulante esta nom entende de espectadores espectantes.
Mais info aquí
No comments7 03 2008
convidamosvos a participar e informar das seguintes actividades:
8/3/2008 C.S.A. Atreu! rúa San Xosé, 2.
18:00h C.S.A. Atreu! rúa San Xosé, 2, Queeruhna/A Coruña: confección dun mural xunto as compañeiras do colectivo feminista Nomepisesofreghao co gallo do día da muller
21:00h C.S.A. Atreu! rúa San Xosé, 2, Queerunha/A Coruña: ceador vegano a cultura_pre_o(K)upa (produce A CÚPULA)
21:30h FÉSTA DAS MULLERES. Djanes e Vjanes
No comments8 de marzo de 2008
7 03 2008Sempre rápida e atenta, a Igrexa (e a alcadesa valenciana Rita Barberá) adiantou a data da celebración de San Xosé, que ademáis de ser o capitalista Día do Pai tamén coincide co remate das Fallas- a nocturna e refulxente cremá- que este ano recae no mércores víspera do xoves santo, polo que obviamente non interesa mesturar ambas festas e moito menos a nivel económico. Ao tempo que os diversos poderes fácticos argallaban esta manobra, nós, ilusas, estabamos pensando en aproveitar o 8 de marzo para, entre outras cousas, solicitar o acceso ao aborto libre e gratuito e pedir melloras para a actual e paupérrima lei de prazos porque cando soubemos a data das eleccións ninguén imaxinaba o que ía a acontecer. Evidentemente este turbio asunto de acose e derribo ás clínicas que practican abortos orquestado pola dereita máis rancia xunto a súa aliada, a obsoleta Conferencia Episcopal, empurrou a que, trala efectiva axitación social provocada por diferentes colectivos feministas, os principais partidos políticos no goberno estatal se posicionaran abertamente e tiveran que mudar as súas axendas en tan só uns poucos días. Quizáis de aí proveña o medo a permitir as estipuladas e institucionalizadas, pero non por iso menos necesarias, celebracións do 8 de marzo nun momento no que as reivindicacións están máis politizadas que nunca, motivo polo cal poderían ser considerados actos partidistas nunha xornada de reflexión. Non obstante, por que non prohiben as misas cando é de tod*s sabido que fan apoloxía política de cara aos seus conservadores intereses? E mentres tanto Esperanza Aguirre ten organizada para este día unha marcha-carreira de mulleres para recaudar fondos destinados a “unha” ONG que defende o dereito á igualdade; habería que saber cal é…
Ante este desolador panorama, no que vemos recortada a liberdade de expresión ao ser ilegalizadas as manifestacións e prohibidos os actos de conmemoración do día da muller traballadora en diferentes cidades do Estado, non podemos quedarnos sen facer nada. A perplexidade e a indignación son tales que lanzamos un chamamento á desobediencia, máis alá de manifestar simplesmente a nosa absoluta repulsa por esta actitude represora e patriarcal. Esta non é senón outra mostra dos mecanismos de marxinación que operan dende o poder hexemónico -estratexia na que as deputadas, coa súa complacencia (in)conscente, contribuiron a que as mulleres volvan a ser esquecidas- xa que isto probábelmente non sucedería co 1 de maio, día do traballador. E se as mulleres non contamos, ou só para dar as cifras das mortas por violencia machista, as migrantes sen papeis menos aínda xa que hai uns días unha muller colombiana foi detida en Pontevedra por acudir a denunciar malos tratos. Vaia, pois como está o patio como para andar desconvocando ás mulleres.
Por todo isto, despois de entregar as autoinculpacións polo aborto nos Xulgados no acto organizado pola Marcha Mundial das Mulleres, promovemos unha convocatoria de concentración ante a Delegación do Goberno da Coruña para reivindicar o dereito a manifestarnos durante 8 de marzo; porque non nos van facer calar!
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